Estou usando Linux no meu notebook.
A frase parece mais importante do que deveria. Afinal, é só um sistema operacional.
Mas faz algumas semanas que estou usando 100% Linux, depois de alguns anos usando só Windows.
A última vez que tive um Mac foi em 2021. Estava no MacOS Catalina, acho. Depois disso fui parar no Windows e fiquei por lá. Não porque gostasse particularmente do Windows, mas porque funcionava e eu não tinha nenhum motivo especialmente forte para sair.
Tenho e-mail no Outlook, tenho Xbox e, de alguma maneira, construí uma vida bastante confortável dentro do ecossistema Microsoft (sim, eu uso outlook que nem os maias faziam).
Mesmo assim, resolvi me colocar em uma situação um pouco menos confortável.
Queria ver se conseguia ficar só no Linux.
Minha experiência com Linux até então era praticamente toda ligada a servidores. Uso Linux há bastante tempo nesse contexto e nunca tive grandes problemas com ele. Desktop, porém, era outra história. Eu imaginava que em algum momento apareceria alguma coisa que me faria pensar “é, por isso que eu uso Windows”.
Não apareceu.
Instalei o Linux Mint 22.3 com Cinnamon e tenho gostado bastante da experiência.
O sistema é bonito e organizado. Gostei das atualizações automáticas, gostei dos Flatpaks e, no geral, tenho a impressão de que o Mint entendeu uma coisa importante sobre sistemas operacionais: eu só quero usar o computador.
A adaptação também foi mais tranquila do que esperava.
Às vezes esqueço que estou em outro sistema. No trabalho, as estações usam Windows, então vez ou outra tento usar um atalho que não existe aqui ou ali. É uma espécie de bilinguismo ruim: sei falar os dois idiomas, mas às vezes misturo as palavras.
Fora essas pequenas confusões, o negócio simplesmente funciona.
A instalação está aqui desde 25 de junho. Descobri isso porque o sistema deixou seus fósseis no /var/log/installer, como todo bom sistema que sabe que um dia alguém vai querer descobrir quando tudo começou.
Desde então, Linux 100%. Coloquei até um adesivo do Tux.
Não sei se isso vai durar para sempre.
Mas está durando.
